Afinal existe mesmo uma outra Lisboa que não se resume a zeros e uns.
( Tanto se refilou, que o frio "a sério" parece que chegou mesmo, com chuva, e para ficar, nada contra, só gostava era de ao sair e voltar para casa não ir metade do caminho a pensar o que raio fiz ao cachecol que tanto jeito dava naquele momento. )
No bar de civil o empregado da caixa diz uma piada que nem percebi o que disse, começa a rir e não repetiu a piada.
O empregado do atendimento diz que acabou o café, só descafeinado, insiste um pouco no assunto, e depois diz "surpresa, tava a brincar" enquanto se ri e mete as chávenas no balcão.
Ver jovens a discutir matemática (avançada) com a mesma emoção de quem discute um jogo de futebol, é algo que por mais que veja nunca me deixa de causar estranheza.
Está uma pessoa na baixa a jantar, e está um casal estranho de meia idade na mesa em frente, ele andava a assobiar por todo lado, ela sorria por todo o lado.
A caminho da rua, ainda hesito, gomas ou gelado? Ganhou as gomas porque havia fila para os gelados.
100metros mais à frente... uma pedinte pede uma moeda, ou uma goma! Outros 100metros mais à frente, já no metro, outro tipo, pede-me 20centimos.. ou uma goma!
Hoje estava nas compras e um telemovel perto de mim começa a tocar parte desta musica:
e vai ela e diz para a amiga antes de atender "é o meu namorado"
Podia escolher uma musica melhorzinha... "now i love someone".. dá a ideia que é um tipo qualquer, do tipo ia a passar na rua e olha, não é tarde nem é cedo, és já tu. Uma espécie de jogo da cadeira em que o que interessa é não ficar de pé, a cadeira é indiferente.
É só uma musica, é verdade, mas não há musicas inocentes.
Hoje tive a oportunidade almoçar na mesa ao lado do típico almoço entre "a amiga e o amigo rabeta que todas fazem questão de ter"
E entre conselhos sobre moda e outras coisas, lá começaram a falar da relação dela, aprendi expressões novas como "ele fica pela periferia e não vai ao centro".
E enquanto ele lhe traduzia para palavras o significado escondido de todos os actos e gestos que ela não percebia, só me ocorria uma palavra... traidor!
Hoje é o último dia. Obrigado por tudo.
-
Há precisamente 5 anos nasceu o Tempo de Secura. Foi a 28 de Novembro de
2005 que as criações piadéticas se oficializaram neste espaço. Inicialmente
começa...
Tremendamente antipático, egoista, chato, otário incurável, marreco com baixa auto-estima, expresso me de forma confusa, ignorante, um pouco inculto e estupidamente sarcástico.
Eventualmente também terei defeitos, mas agora não me lembro de nenhum!
ah... e com a mania que sabe cozinhar!